Renato Resende, Sorocaba (SP)
Todo tipo de motorização automotiva gera calor e precisa de refrigeração. É aí que entram as ventoinhas e as bombas d’água nos carros elétricos.
O engenheiro Erwin Franieck, responsável pelo Comitê de Fontes Renováveis de Energia da SAE Brasil, explica que, assim como nos carros a combustão, os modelos elétricos também precisam desses equipamentos para manter seu sistema em uma temperatura mais amena e potencializar seu funcionamento.
Embora o design dos veículos elétricos de passageiros não tenha a grade frontal do radiador, existe, sim, um sistema de arrefecimento para o motor elétrico, inversor e banco de baterias junto ou separado.
Nesse caso, o resfriamento não é só do motor em si, mas também da bateria. O engenheiro afirma que as baterias utilizam uma bomba para o líquido de arrefecimento, além de ventoinha e até radiador, porém esses componentes são menores do que nos motores térmicos. Afinal, a necessidade de refrigeração é diferente nesse caso.
O líquido de arrefecimento (o mais comum é uma base etilenoglicol específica para esta aplicação) não tem a necessidade de grande troca de calor como nos motores térmicos a combustão. No entanto, enquanto em carros a combustão o líquido de arrefecimento chega a durar 240.000 km ou 10 anos (caso de alguns Stellantis), em um elétrico dura menos. A GWM, por exemplo, prevê a troca a cada 48.000 km.
Embora o motor e inversor esquentem mais que o banco de baterias, este último é o mais sensível às temperaturas (baixas e altas) e podem ter assistência até de um circuito de ar-condicionado próprio. Isso porque temperaturas maiores que 60oC não podem ser atingindas, sob pena de afetar a performance, a vida útil e em casos extremos a segurança do conjunto.


